Felicidade é busca, não é obrigação

TODAY_S SPECIAL-

Outro dia, fui fazer uma depilação e ao entrar na sala a moça me perguntou: -Oi, tudo bem? – Tudo bem e você? Respondi quase que automático. Ela então respondeu: – “Tô” Levando, me dando a brecha que eu precisava para falar o que eu realmente sentia naquela sexta feira quente e rara de Julho, com um céu tão azul e bonito, que tinha tudo para fazer os corações vibrarem e os lábios se curvarem em maravilhosos sorrisos, mas não o meu, não naquele dia. Foi então, que a verdade me saiu como uma erupção, e eu sinceramente disse: – É, eu também estou levando, mas a gente diz que tá tudo bem né? Que é para tentar atrair coisas boas. Mentira. A gente diz que está tudo bem, porque não acreditamos que as pessoas realmente se importam. Porque hoje, só se vende uma felicidade forçada, constante, diária, com chuvas de gratidão e praias e viagens e dias ensolarados. As relações são voláteis e todo mundo está tão ocupado com seus próprios problemas que ninguém quer ouvir ou saber da tristeza do outro. Quando você exprime os seus verdadeiros sentimentos logo te julgam de “pra baixo”, negativo, pessimista e chato. Ninguém te vê como verdadeiro, sensível e humano. A tristeza, é vista como fraqueza, e ninguém gosta de fracos, de chorões e perdedores. Então, seguimos fingindo para os outros e para nós mesmos que está tudo bem, que está sol lá fora, que o nosso peito está aquecido e a felicidade exala pelos nossos poros como suor no verão. Mas a verdade é que existem os dias cinzas, aqueles lá fora e aqueles dentro da gente e não tem nada de errado em se sentir triste as vezes. Eu não estou dizendo que temos que nos acostumar com a tristeza, ou com o pensamento negativo, ou com o baixo astral, o que eu quero dizer é que devemos assumir para nós mesmos e para os outros como realmente estamos nos sentindo, porque só assim podemos compreender o que realmente está acontecendo, só assim podemos pedir ajuda e nos ajudar. Camuflar os sentimentos nos deixa confusos, passamos a “enxergar” a realidade de força distorcida, então como vamos mudar algo que não acreditamos que existe? Enfrentar os medos, as angústias, as tristezas, os fracassos, não é ignorá-los. Você pode buscar a gratidão, o pensamento positivo, a alegria como norteadores e meta na sua vida, pode fazê-los de corda quando estiver na fossa, mas você não pode fingir que a fossa não existe, porque quando você realmente acordar a “corda” vai ter caído dentro da fossa com você, e aí já vai ser tarde demais.

 


Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s