Down With Love

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Vocês já assistiram o ótimo “Down With Love” ou “Abaixo o amor” na tradução brasileira? Esse é um filme do gênero comédia romântica de 2003, época que eu ainda assistia muito desse gênero, mas que eu nunca tinha ouvido falar, até algumas semanas quando me chamou a atenção no catálogo da Netflix, por dois motivos: Primeiro o nome do filme. Que mulher não fica curiosa com um nome desses? E segundo por ter os queridíssimos Ewan McGregor e Renée Zellweger. Esse filme me surpreendeu de várias maneiras favoráveis. Primeiro a história é realmente interessante para o gênero. Ele se passa na Nova Iorque dos anos 60 onde as mulheres começavam a ir à luta num mercado de trabalho machista e brigar por direitos iguais. Chega então na cidade a jovem Barbara Novak (Zellweger), que acabara de escrever um livro polêmico em que ensinava as mulheres a se libertaram do “amor”, pois este seria uma distração para o seu sucesso e independência. Para isso, ela ensina três passos no seu livro para que as mulheres passem a viver como os homens, inclusive praticando o “sexo à la carte”, ou sexo sem compromisso. E é aí que entra o nosso amigo chocolate. No primeiro passo ensinado no livro as mulheres precisam se abster dos homens e descobrir o prazer sozinhas. Para isso, Barbara sugere que comam muito chocolate pois ele causa sensações ao corpo feminino semelhantes ao orgasmo.

Do outro lado da trama, temos Catcher Block (McGregor) um famoso e talentoso escritor de uma revista destinada ao público masculino; e é dada a ele a missão de conhecer e entrevistar Bárbara Novak. Entretanto, é Novak que corre atrás do rapaz, que estraga todas as possibilidades de um possível encontro com a jovem escritora. Porém, logo o livro de Bárbara começa a fazer um sucesso absurdo até se tornar um dos livros mais vendidos no mundo. Então, Catcher se vê em uma situação desconfortável, correndo atrás da mulher que perdera a chance de entrevistar várias vezes e agora sendo rejeitado. A partir daí a trama começa a se desenvolver num ritmo muito bom.

 Basicamente, Novak é uma feminista, com certeza a frente do seu tempo, que acredita que as mulheres confundem sexo e amor e que isso atrapalha as suas relações, o seu prazer e a sua autoestima que ficam, portanto, dependentes do seu parceiro, enquanto este tem diversas relações. Essa discussão por si só já foi suficiente para atrair a minha atenção, sem falar como o filme aborda o machismo no ambiente de trabalho. Tem uma cena por exemplo em que sua amiga Vikki, que trabalha na editora que Barbara tenta lançar seu livro, está em uma reunião com os sócios (todos homens) para apresentar a proposta do livro de Barbara e estes a interrompem, o famoso “manterrupting”, para pedir que ela faça o café e os sirva!(socorro). Um outro ótimo diálogo com Vikki é quando ela percebe que o seu sucesso não é muito bom para relacionamentos. Os homens que não gostam do seu sucesso profissional não a querem de dia e os que admiram o seu sucesso não a querem de noite (algo não tão antigo assim, não é?). Enfim, tem muita discussão interessante por baixo de todo um figurino extravagante e colorido que remete bem a época e tem um ar de musical. O filme tem um ótimo ritmo e cenas realmente engraçadas, como a do sexo por telefone que é realmente muito original. Vale muito a pena para quem curte o gênero mas prefere sair um pouco do clichê.

 


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